USP SP 2023
Questão 42 — USP SP 2023
Mulher, 63 anos, está em acompanhamento ambulatorial por adenocarcinoma de pâncreas com metástases hepáticas e ósseas. Há 6 meses, iniciou segunda linha de quimioterapia não curativa. A despeito do tratamento, sua doença teve rápida progressão durante esse período. Adicionalmente, sua funcionalidade teve uma mudança importante: era totalmente ativa (ECOG 0) e agora, embora consiga manter o autocuidado e a deambulação, está incapaz de realizar suas atividades laborais (ECOG 2). No atual retorno, a paciente questiona sobre as possibilidades de tratamento e a sua inclusão em um estudo clínico para novos medicamentos. Quais ações devem ser adotadas no caso?
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Resposta Correta
B
Comentário
A ação mais adequada é investigar as expectativas da paciente e sua percepção da doença. A progressão tumoral e a perda de funcionalidade exigem comunicação clara sobre prognóstico, benefícios possíveis e limitações dos tratamentos. Antes de transmitir conclusões, a equipe precisa compreender o que a paciente já sabe e quais resultados ela considera importantes. Essa conversa permite alinhar expectativas e discutir decisões compartilhadas, inclusive participação em pesquisa quando houver elegibilidade. Cuidados paliativos podem acompanhar o tratamento oncológico e não dependem da suspensão de toda terapia. A família pode participar conforme o desejo da paciente, preservando sua autonomia e seu papel central nas decisões.
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