USP SP 2025
Questão 29 — USP SP 2025
Mulher, 52 anos de idade, queixa-se de dor retroesternal diurna em queimação há 3 anos. Nega relação direta com alimentação e piora noturna dos sintomas. Realizou endoscopia com achado de hérnia hiatal de 2 cm e esofagite erosiva grau A de Los Angeles, além de pangastrite enantematosa leve e teste de urease positivo. Na época, fez tratamento de H. pylori, com alívio parcial, porém interrompeu a medicação. Há 1 ano, a dor passou a ser mais frequente e iniciou omeprazol 20 mg duas vezes ao dia. Teve melhora parcial da dor, mas mantendo sintoma. Mantém o uso de omeprazol na mesma dose. Repetiu endoscopia, que evidenciou hérnia hiatal de 2 cm e esofagite erosiva distal grau A de Los Angeles. Qual é a melhor conduta a ser tomada no momento?
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Resposta Correta
B
Comentário
A paciente mantém dor retroesternal apesar de dose dobrada de inibidor da bomba de prótons, e a esofagite grau A não explica necessariamente toda a carga sintomática. É preciso documentar se há refluxo gastroesofágico patológico e excluir distúrbio motor: a pH-metria quantifica a exposição ácida e a associação entre refluxos e sintomas, enquanto a manometria esofágica avalia a motilidade e orienta o posicionamento do sensor. Sem essa confirmação, não se deve indicar cirurgia nem atribuir o quadro a dor funcional; a simples troca do supressor ácido não resolve a incerteza diagnóstica.
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