Questão 53 — USP SP 2026
Criança, sexo masculino, 7 anos de idade, portadora de refluxo vesicoureteral bilateral, retornou hoje ao hospital por febre de até 38,8 °C. No exame físico inicial, o paciente está letárgico e sonolento, apresenta FC de 140 bpm, FR de 26 irpm, PA de 90×40 mmHg, SpO2 de 96% em ar ambiente, ausculta pulmonar e cardíaca normais, fígado no rebordo costal direito, perfusão com retorno rápido (< 1 segundo), pulsos amplos, escore de coma de Glasgow 14, pupilas isofotorreagentes. Temperatura atual de 37,2 °C, após uma hora do antitérmico administrado em casa. O paciente recebeu alta há dois dias do hospital, onde esteve internado em leito de terapia intensiva pediátrico devido a quadro de infecção do trato urinário grave por Escherichia coli sensível aos antibióticos testados. Durante internação, ficou com sonda vesical de demora e cateter venoso central, retirado no dia da alta, sem sinais flogísticos no exame físico de hoje. Considerando os dados apresentados, a conduta indicada nesse momento é
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Alternativa Correta: A. O paciente apresenta critérios clínicos claros de choque séptico de perfil distributivo (choque quente), manifestado por letargia, taquicardia, pulsos amplos e tempo de enchimento capilar rápido (< 1 segundo). Dado o histórico recente de internação em UTI com infecção por cateter e via urinária, há alto risco de sepse nosocomial resistente. O protocolo padrão preconiza que o tratamento imediato do choque séptico pediátrico seja realizado através de expansão volêmica agressiva com cristaloides e a instituição rápida de antibioticoterapia de amplo espectro na primeira hora.
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