Associação Médica do Paraná (AMP) 2026
Questão 48 — Associação Médica do Paraná (AMP) 2026
Paciente dá entrada na sala de emergência referindo dispneia intensa e desconforto torácico. Ao monitorar paciente percebemos PA 160/70, FC 160bpm, FR 32, sat 88%, na ausculta pulmonar presença de estertores crepitantes até terço médio bilateral. Realizado eletrocardiograma, percebemos ausência da onda P e ritmo irregular. Diante do quadro clínico e da interpretação eletrocardiográfica, qual a melhor conduta a ser tomada?
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Resposta Correta
B
Comentário
O paciente apresenta um quadro clínico clássico de Edema Agudo de Pulmão secundário a uma taquiarritmia, caracterizando instabilidade hemodinâmica provocada por arritmia (critérios de instabilidade: hipotensão, alteração mental, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda). O ECG revela fibrilação atrial (ausência de onda P, ritmo irregular). Todo paciente com taquiarritmia instável deve ser tratado com cardioversão elétrica (CVE) sincronizada imediata. Em casos de fibrilação atrial, por ser uma arritmia caótica que exige maiores cargas para reversão, as diretrizes da ACLS recomendam que, ao usar um desfibrilador monofásico, a carga inicial deve ser de 200 J.
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