Associação Médica do Paraná (AMP) 2026
Questão 63 — Associação Médica do Paraná (AMP) 2026
Paciente de 71 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético, foi submetido a retossigmoidectomia por adenocarcinoma de cólon. No 1º dia de pós-operatório, está em uso de dieta zero, sem sangramento ativo aparente, pressão arterial de 118/76 mmHg, frequência cardíaca de 78 bpm, sem dor torácica ou dispneia. A hemoglobina caiu de 10,1 g/dℓ no pré-operatório para 7,3 g/dℓ. Encontra-se lúcido, orientado e clinicamente estável.
Qual a conduta mais adequada em relação à transfusão de concentrado de hemácias (CH)?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
A
Comentário
Na prática médica contemporânea, adota-se a estratégia transfusional restritiva. Para a imensa maioria dos pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sangramento ativo, e sem sinais de isquemia miocárdica, o gatilho para a transfusão de concentrado de hemácias é uma hemoglobina (Hb) < 7,0 g/dL. No paciente cirúrgico que encontra-se estável, como no caso (Hb = 7,3 g/dL), a indicação de transfusão é reservada para Hb < 7 g/dL ou se houvesse sinais de falência de oxigenação tecidual e isquemia, o que ele não tem. Limiares de 8,0 g/dL são normalmente reservados para pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas/cardíacas com sintomas, ou doença cardiovascular (coronariana) preexistente e ativa. Portanto, a conduta correta é observar e não transfundir.
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