Questão 19 — AMRIGS 2025
Homem, 21 anos, com quadro de alucinações auditivas e delírios persecutórios é levado à emergência. Como estava desconfiado e com comportamento desafiador, optou-se por administrar 1 ampola de haloperidol IM para buscar acalmá-lo. Em 30 minutos, necessitou mais uma dose. Duas horas após ter recebido a medicação, passou a ter sensação de desconforto, angústia e desassossego, mexendo o tronco, mantendo pés e braços agitados, e ficando mais ansioso e irritado. Referia não conseguir ficar parado, pedindo por socorro. Considerando o caso apresentado, qual é a possível hipótese diagnóstica e a conduta a ser tomada, respectivamente?
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Alternativa Correta: B.
O caso clínico ilustra o desenvolvimento agudo de acatisia, um efeito adverso extrapiramidal comum associado ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos D2 na via nigroestriatal por antipsicóticos típicos potentes, como o haloperidol. A síndrome é caracterizada por uma sensação interna e subjetiva intolerável de inquietação, angústia e imperiosa necessidade motora de se movimentar (mexer membros, balancear o tronco, deambular sem parar).
Reconhecer a acatisia é crítico para evitar o erro diagnóstico de confundi-la com piora da agitação psicótica, o que levaria à prescrição de doses adicionais de antipsicótico e subsequente agravamento do quadro. O manejo farmacológico de primeira escolha inclui a administração de betabloqueadores lipofílicos que atravessam a barreira hematoencefálica (como o propranolol na dose de 20 a 80 mg/dia) ou de benzodiazepínicos (como diazepam, clonazepam ou lorazepam), além de reavaliação ou redução da posologia do neuroléptico.
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