Questão 25 — ENARE 2024/2025
Um paciente de 48 anos apresenta-se no pronto-socorro com dor abdominal intensa e intermitente há 18 horas, com náuseas e vômitos. Ele relata não ter evacuado ou eliminado gases nas últimas 48 horas. Sua história patológica pregressa inclui uma apendicectomia realizada há 20 anos e uma cirurgia para correção de hérnia inguinoescrotal há 5 anos. O exame físico mostrou o paciente lúcido e apirético; sinais vitais: PA 125/80 mmHg, FC 90 bpm, FR 20 ipm, T 36,8 °C. O abdômen está distendido. Peristalse de luta apresenta ruídos metálicos e hipercinéticos. Sente dor à palpação difusa, porém sem sinais de defesa e com ausência de hérnias palpáveis. Os exames laboratoriais registram hemograma com leucócitos de 8.000/mm³ e eletrólitos dentro dos limites normais. Os exames de imagem revelam rotina de abdômen agudo, mostrando distensão de alças intestinais com níveis hidroaéreos, e sem evidências de tumorações.
Diante desse quadro clínico, a etapa inicial mais apropriada para o manejo do caso é:
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Alternativa Correta: E. O paciente apresenta quadro de Abdome Agudo Obstrutivo de intestino delgado (vômitos, parada de eliminação de gases/fezes, distensão, ruídos hidroaéreos hiperativos/metálicos e níveis hidroaéreos na rotina de abdome agudo), cuja causa principal em pacientes com cirurgias prévias (apendicectomia e hernioplastia) são as bridas ou aderências cicatriciais. Na ausência de sinais de sofrimento de alça ou complicação grave (paciente estável, sem febre, leucocitose normal de 8.000, eletrólitos normais e sem sinais de peritonite/defesa no abdômen), o tratamento de escolha inicial é conservador, composto por hidratação venosa, jejum, passagem de sonda nasogástrica para descompressão e observação clínica rigorosa.
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