Questão 9 — ENARE 2024/2025
Uma mulher de 42 anos, com história de “reumatismo” na infância, procura ambulatório com um quadro de cansaço aos esforços. Tem história de “isquemia cerebral” há 2 anos, sem sequelas motoras. Ao exame físico, a pressão arterial é de 110 x 68 mmHg e a frequência cardíaca é de 60 batimentos por minuto. Apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas e B1 acentuada. Na ausculta cardíaca, há um sopro diastólico em foco mitral. Nos exames laboratoriais, há um clearance de creatinina estimado em 46 mL/min/1,73 m². No ecocardiograma, foram observados estenose mitral moderada e episódios de fibrilação atrial no Holter de 24 horas. Em relação à prevenção de embolização sistêmica, está mais indicado o uso de:
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Alternativa Correta: D. A paciente apresenta estenose mitral moderada (de origem reumática) e episódios documentados de fibrilação atrial, além de histórico de AVC/AIT (isquemia cerebral há 2 anos). Trata-se de uma indicação absoluta e clássica de anticoagulação oral plena para prevenção de eventos tromboembólicos. Contudo, em pacientes com Fibrilação Atrial Valvar (definida estritamente como FA em pacientes com estenose mitral moderada a grave ou prótese valvar mecânica), o uso de Novos Anticoagulantes Orais (NOACs/DOACs como rivaroxabana ou apixabana) não é indicado devido à falta de eficácia superior comprovada nessas condições específicas. A Varfarina (antagonista da vitamina K) com ajuste de dose guiada por INR (alvo de 2.0 a 3.0) continua sendo o tratamento padrão-ouro obrigatório para esses pacientes, tornando a alternativa D a correta.
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