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ENARE 2026 R3 Clínica Médica

Questão 19 — ENARE 2026 R3 Clínica Médica

Clínica Médica Nutrologia e Nutrição Clínica Obesidade e Transtornos Nutricionais
Mulher de 36 anos, submetida há 18 meses à cirurgia bariátrica tipo bypass gástrico em Y de Roux, comparece para acompanhamento ambulatorial. Relata perda de 42 kg desde o procedimento e mantém dieta com restrição calórica moderada. Nega sintomas neurológicos ou gastrointestinais atuais. Refere uso diário de polivitamínico completo e vitamina B12 sublingual. Questiona se é necessário realizar exames de rotina, já que se sente bem, e quer também saber quais nutrientes ainda exigem suplementação contínua. Com base nas diretrizes atuais para o seguimento clínico de pacientes após cirurgia bariátrica, a abordagem mais adequada é
A dispensar exames laboratoriais periódicos após 12 meses de cirúrgia, devido à ausência de sintomas e à boa adesão aos polivitamínicos,
B manter suplementação de ferro, cálcio com vitamina D, vitamina B12 sublingual e multivitamínico, com exames laboratoriais semestrais no segundo ano.
C suplementar zinco e tiamina apenas se houver sintomas clínicos sugestivos de deficiência.
D monitorar com hemograma e ferritina, já que outras deficiências são raras após 1 ano de cirurgia.
E prescrever cianocobalamina injetável por ser preferida a qualquer forma oral ou sublingual, independentemente da adesão.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário
O bypass gástrico em Y de Roux reduz ingestão e absorção de micronutrientes; ausência de sintomas não exclui deficiência. O seguimento exige suplementação por toda a vida, geralmente com multivitamínico, ferro, cálcio, vitamina D e vitamina B12. A via sublingual para B12 pode ser mantida quando dose, adesão e resposta laboratorial são adequadas. Entre as alternativas, B é a única que combina suplementação contínua abrangente e vigilância laboratorial. Ressalva conforme diretrizes atuais: a ASMBS define avaliação de micronutrientes a cada três a seis meses no primeiro ano e, em geral, anualmente depois disso; controles semestrais no segundo ano podem ser adotados conforme protocolo, risco e perdas prévias, mas não são uma exigência universal para toda pessoa assintomática. Hemograma e ferritina isolados são insuficientes, e esperar sintomas pode atrasar o diagnóstico.
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