ENARE 2026 R3 Clínica Médica
Questão 20 — ENARE 2026 R3 Clínica Médica
Homem de 45 anos, com diagnóstico de asma desde a infância, comparece ao ambulatório de Pneumologia por crises frequentes de dispneia, tosse seca noturna e sibilância nos últimos dois meses. Relata uso regular de budesonida/formoterol 12/400 mcg na forma de pó inalatório, duas vezes ao dia, e salbutamol inalatório conforme demanda, até três vezes por semana. Refere três episódios de exacerbação nos últimos seis meses, um deles necessitando corticosteroide oral. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, sem sibilos no momento. Espirometria mostra VEF₁ de 68% do previsto, com relação VEF₁/CVF reduzida. Prova broncodilatadora positiva. Diante do quadro, a abordagem mais adequada é
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Resposta Correta
C
Comentário
O paciente mantém sintomas e exacerbações apesar de corticosteroide inalatório associado a formoterol, caracterizando asma não controlada. Segundo a GINA 2026, antes de classificar o caso como asma grave ou indicar biológico, é indispensável confirmar o diagnóstico e revisar técnica inalatória, adesão, exposições, fatores de risco e comorbidades. Persistindo o descontrole após otimização, deve-se investigar o fenótipo inflamatório. IgE total e sensibilização a aeroalérgenos contribuem para identificar asma alérgica, enquanto eosinófilos e outros marcadores também orientam terapias biológicas; IgE isoladamente não define elegibilidade. Assim, C é a melhor alternativa disponível. Uso regular de salbutamol ou retirada do corticosteroide aumenta riscos; montelucaste não substitui o controlador inalatório, e LABA/LAMA sem corticosteroide é inadequado na asma.
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