PediatriaTerapia Intensiva PediátricaSuporte ao Paciente Pediátrico Crítico
De acordo com as recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria para fluidoterapia em crianças, o uso inicial da hidratação endovenosa de manutenção, com solução isotónica, está indicado nos seguintes casos, à exceção de um. Assinale-o.
A
lactente de 14 meses em pós-operatório imediato de apendicectomia sem complicações, com sódio sérico basal de 136 mEq/L.
Pós-operatório pediátrico é cenário em que manutenção isotônica costuma ser preferida para reduzir hiponatremia iatrogênica.
B
Recém-nascido de 18 dias de vida, termo, internado por ictericia neonatal tardia em fototerapia e com baixa aceitação do seio materno.
Correta como exceção. Recém-nascido de 18 dias requer prescrição individualizada segundo fisiologia neonatal e não entra diretamente na recomendação geral para crianças maiores.
C
Criança de 6 anos com meningite bacteriana aguda, apresentando võmitos e sinais clínicos de hipovolemia leve a moderada.
Em criança com meningite, solução isotônica é apropriada; déficit de volume deve ser corrigido separadamente da manutenção.
D
Escolar de 8 anos internado por crise asmática grave refratária, em uso de beta-2 agonista continuo e corticoterapia endovenosa.
Crise asmática hospitalizada não é contraindicação à solução isotônica de manutenção, embora volume e eletrólitos devam ser monitorados.
E
Adolescente de 13 anos com cetoacidose diabética compensada, na fase de transição para hidratação de manutenção e reintrodução de dieta.
Na fase de manutenção da cetoacidose já compensada, soluções isotônicas podem ser empregadas conforme protocolo e eletrólitos.
Ver Resposta e Comentário
Resposta CorretaB
Comentário
Soluções isotônicas de manutenção reduziram o risco de hiponatremia hospitalar em crianças e são recomendadas para a maioria dos pacientes pediátricos com mais de 28 dias que necessitam fluidoterapia intravenosa. Recém-nascidos constituem um grupo particular, com fisiologia hidroeletrolítica própria, e não devem ser automaticamente submetidos ao mesmo esquema padronizado. Crianças no pós-operatório, com meningite, crise asmática ou outras condições agudas geralmente se beneficiam de manutenção isotônica, com ajustes conforme estado volêmico, eletrólitos e doença de base.