FAMERP 2026 - Acesso Direto
Questão 74 — FAMERP 2026 - Acesso Direto
Paciente feminino, 26 anos, história de acidente automobilistico na rodovia em alta velocidade com colisão frontal. Apresenta marca do cinto de segurança em abdome, queixando-se de dor abdominal. O exame físico demonstra dor à palpação profunda de mesogástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Hemodinamicamente normal, com PA = 110X70mmHg, FC = 96 bpm, FR = 18 ipm e saturação de O₂ 97% em ar ambiente. A tomografia abdominal evidenciou uma lesão esplénica Grau IV, com escape de contraste em ramo polar inferior do baço, com moderada quantidade de líquido livre em cavidade peritoneal. Diante do achado tomográfico e do exame físico, qual a melhor conduta?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
C
Comentário
Resposta correta: C. A paciente está hemodinamicamente estável e não apresenta sinais de irritação peritoneal, portanto pode receber tratamento não operatório do trauma esplênico. Entretanto, a lesão grau IV associada a extravasamento ativo de contraste demonstra sangramento arterial e torna a simples observação inadequada. A arteriografia com embolização seletiva do ramo da artéria esplênica controla a hemorragia e preserva parte do baço e de sua função imunológica. Laparotomia e esplenectomia são reservadas sobretudo para instabilidade hemodinâmica, peritonite ou falha do manejo não operatório. A videolaparoscopia com esplenectomia também não oferece vantagem diante da possibilidade de embolização. Assim, estabilidade clínica somada ao blush arterial define a estratégia endovascular.
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