HCPA RS 2026
Questão 9 — HCPA RS 2026
Menina de 2 anos foi trazida à consulta por febrículas e persistência da tosse em acessos, principalmente à noite, que chegava a provocar palidez de extremidades e em torno dos lábios. A expectoração era clara e viscosa. No pescoço anterior e nas pálpebras, havia várias petéquias. O quadro teve início com resfriado e congestão nasal há cerca de 4 semanas, com piora progressiva. A paciente não possuía a Caderneta da Criança (sem história de vacinação). Considerando a provável hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que contempla as mais frequentes alterações hematológicas que a acompanham.
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Resposta Correta
A
Comentário
O cenário ilustra uma criança com histórico de falta de vacinação e evolução respiratória que iniciou com pródromos catarrais vagos (4 semanas) e progrediu para uma tosse paroxística severa. Essa tosse ocorre em 'acessos', gerando sinais de fadiga respiratória severa, como palidez e cianose perioral (sintomas de asfixia intermitente). As petéquias faciais ou na região do pescoço evidenciam a magnitude dos espasmos tussígenos (ruptura capilar pela alta pressão intratorácica). Tais sintomas constituem o quadro clínico clássico da coqueluche (*Bordetella pertussis*). A patogenicidade da *B. pertussis* emana da liberação da Toxina Pertussis, que inibe a adesão dos linfócitos aos vasos periféricos. Essa disfunção de transmigração endotelial gera um sinal laboratorial ímpar no hemograma infantil: a presença de franca Leucocitose (normalmente entre 20.000 e 50.000 células/mm³) atrelada de forma robusta à Linfocitose (absoluta e relativa), que constitui tipicamente 70% a 90% das células brancas periféricas.
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