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IAMSPE 2024

Questão 32 — IAMSPE 2024

Clínica Médica Gastroenterologia e Hepatologia Doença Hepática Crônica e Cirrose
Um paciente, sexo masculino, 21 anos, há cerca de 7 dias com alteração progressiva de comportamento, e, nas últimas 24 h, apresentou rebaixamento do nível de consciência e icterícia também progressiva. Devido ao rebaixamento do nível de consciência, foi indicada a intubação orotraqueal. Após análise dos exames laboratoriais, chegou-se ao diagnóstico de insuficiência hepática aguda (IHA). Em relação a esse caso, assinale a afirmativa correta.
A Deve-se utilizar a infusão de soluções hipotônicas e reforçar episódios de hiponatremia que contribuem com o edema cerebral.
B A hiperventilação profilática não é recomendada em pacientes com IHA por não prevenir Hipertensão Intracraniana (HIC) e pode ocasionar edema cerebral por redução oferta de oxigênio cerebral.
C Sonolência e torpor com resposta aos estímulos verbais desorientação grosseira e agitação psicomotora configuram a Encefalopatia hepática grau IIl em que o grande marcador semiológico é o flapping.
D A indução de hipernatremia torna-se desnecessário porque junto com a amônia a hiponatremia é fator que dispensa gravidade.
E O uso de corticoides com intuito de reduzir a inflamação cerebral aumenta a incidência de episódios de HIC, por isso não devem ser utilizados com essa finalidade na IHA.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B.

A insuficiência hepática aguda acompanhada de rebaixamento de consciência indica encefalopatia grave e risco de edema cerebral e hipertensão intracraniana. A intubação permite proteger vias aéreas e controlar a ventilação. Nesse cenário, a hiperventilação profilática não oferece prevenção sustentada de hipertensão intracraniana; a queda excessiva de dióxido de carbono causa vasoconstrição cerebral e pode reduzir a perfusão. Por isso, B é a melhor afirmação entre as opções.

Evitar hiponatremia é relevante porque ela favorece edema cerebral; infundir soluções hipotônicas ou intensificar a queda do sódio vai na direção oposta. O estágio da encefalopatia depende do grau de desorientação e resposta a estímulos, e o flapping pode não estar presente em rebaixamento profundo. Corticoides não demonstram papel rotineiro para tratar esse edema, mas a alternativa E vai além ao atribuir aumento de episódios de hipertensão intracraniana como fato demonstrado. A redação de B também é simplificada: a preocupação central com hiperventilação excessiva é hipoperfusão cerebral, não uma relação direta inevitável com edema.

Análise das alternativas:

  • A: Agrava o risco osmótico de edema.
  • B: Evita uma estratégia profilática sem benefício sustentado e com risco de hipoperfusão.
  • C: Mistura sinais e estágios de encefalopatia.
  • D: Trata hiponatremia como irrelevante, quando ela pode agravar o quadro.
  • E: Desaconselha corticoides com justificativa causal excessiva.

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