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IAMSPE 2025

Questão 24 — IAMSPE 2025

Cirurgia Geral Cirurgia do Aparelho Digestivo Vesícula e Vias Biliares
Um paciente masculino de 85 anos deu entrada no pronto atendimento com queixa de icterícia há cerca de 5 dias e queda do estado geral. Relata perda ponderal de 1 kg na última semana, nega alteração das fezes, mas refere urina mais escura. Ao exame físico, o paciente está lúcido, orientado, ictérico (2+/4+), desidratado (1+/4+), com frequência cardíaca de 64 bpm. O abdome é globoso, flácido e indolor à palpação profunda, e o sinal de Murphy é negativo. Os exames laboratoriais mostraram os seguintes resultados: hemoglobina 15,1 g/dL, leucócitos 6040/mm³, plaquetas 175000/mm³, GGT 225 U/L, amilase 61 U/L, TGP 252 U/L, TGO 147 U/L, bilirrubina total 10,01 mg/dL, bilirrubina direta 7,68 mg/dL, bilirrubina indireta 2,33 mg/dL, PCR 0,9 mg/dL, ureia 36 mg/dL, potássio 4,2 mEq/L, creatinina 0,91 mg/dL e fosfatase alcalina 189 U/L. A ultrassonografia abdominal revelou vesícula biliar de forma e dimensões normais, paredes finas e regulares, com imagens calculosas em seu interior, móveis a mudança de decúbito medindo 0,6 a 0,9cm e discreta dilatação da vias biliares intra- hepáticas, sem visualização do fator obstrutivo. Com base nas informações acima, qual exame de imagem deve ser solicitado na sequência para melhor avaliação do quadro clínico do paciente?
A Tomografia Computadorizada Abdominal com contraste.
B Colangiorressonância magnética.
C Radiografia de abdome simples.
D Cintilografia hepatobiliar.
E Novo ultrassom realizado por outro profissional.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B.

A bilirrubina direta de 7,68 mg/dL, a colúria e a dilatação discreta das vias intra-hepáticas apontam para obstrução biliar. A ultrassonografia identifica cálculos na vesícula, mas não mostra o fator obstrutivo. Cálculo vesicular não prova que o colédoco esteja obstruído por cálculo; em um idoso com icterícia indolor, também é necessário definir o nível e a causa da obstrução.

A colangiorressonância magnética delineia a anatomia ductal sem instrumentação e pode mostrar defeito de enchimento, estreitamento ou outro ponto de bloqueio. É, portanto, o próximo exame mais dirigido entre as alternativas. A tomografia contrastada pode ser útil se uma massa for suspeitada e para avaliação de estruturas adjacentes, mas a pergunta prioriza a caracterização da via biliar já dilatada. Repetir o ultrassom ou usar radiografia simples oferece menor capacidade de resolver a dúvida anatômica.

Análise das alternativas:

  • A: A tomografia pode investigar neoplasia, mas fornece avaliação ductal menos dirigida que a colangiorressonância proposta.
  • B: O exame mapeia a via biliar e procura a causa de obstrução não visualizada no ultrassom.
  • C: Radiografia simples pouco contribui para localizar obstrução dos ductos biliares.
  • D: Cintilografia hepatobiliar avalia fluxo, sem o detalhamento anatômico necessário aqui.
  • E: Novo ultrassom não é a melhor progressão após exame já inconclusivo para o fator obstrutivo.

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