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PUC-PR 2027 R3 Cirurgia Geral

Questão 21 — PUC-PR 2027 R3 Cirurgia Geral

Cirurgia Geral Trauma Trauma Abdominal e Pélvico
Paciente de 29 anos, vítima de colisão automobilística de alta energia, apresenta fratura pélvica instável com padrão de vertical shear. Na admissão: PA 70 × 40 mmHg, FC 138 bpm, lactato 7,2 mmol/L e déficit de bases −11 mmol/L. O e- FAST é negativo. É iniciado protocolo de transfusão maciça e aplicado pelvic binder, com resposta hemodinâmica apenas transitória. Devido à persistência do choque, o paciente é encaminhado imediatamente ao centro cirúrgico, onde são realizados estabilização mecânica da pelve e empacotamento pélvico pré-peritoneal (PPP). Após o procedimento, há melhora inicial da PA para 105 × 65 mmHg. Entretanto, nas duas horas subsequentes, o paciente necessita de mais quatro unidades de concentrado de hemácias, evolui novamente com PA 82 × 50 mmHg e mantém déficit de bases −9 mmol/L. Considerando os mecanismos de hemorragia no trauma pélvico e as estratégias contemporâneas de controle hemorrágico, assinale a alternativa CORRETA.
A A persistência da instabilidade após estabilização mecânica e PPP aumenta a suspeita de componente hemorrágico arterial significativo; após exclusão de outras fontes de sangramento, a angiografia com possibilidade de embolização constitui uma estratégia apropriada de controle complementar.
B A persistência do choque após PPP indica falha do tamponamento venoso, devendo-se realizar imediatamente novo empacotamento com maior número de compressas antes de considerar outras modalidades de controle hemorrágico.
C A resposta hemodinâmica inicial ao PPP praticamente exclui hemorragia arterial significativa, pois o tamponamento pré-peritoneal é igualmente efetivo sobre sangramentos provenientes do plexo venoso, superfícies ósseas e ramos da artéria ilíaca interna.
D A presença de fratura pélvica do tipo vertical shear determina alta probabilidade de lesão arterial e, isoladamente, constitui indicação de embolização bilateral não seletiva das artérias ilíacas internas, independentemente da resposta às medidas iniciais de controle hemorrágico.
E A persistência da necessidade transfusional após PPP constitui indicação de laparotomia exploradora com abertura do retroperitônio e retirada das compressas, permitindo identificação direta e ligadura dos vasos pélvicos responsáveis pelo sangramento.
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Resposta Correta A
Comentário

Fratura pélvica verticalmente instável com choque exige binder/fixação, tamponamento pré-peritoneal e ressuscitação. Persistindo sangramento, considerar componente arterial e angioembolização sem atrasar controle hemostático.

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