Questão 32 — Revalida INEP 2022.1
Um menino com 10 anos de idade, com diagnóstico prévio de epilepsia de difícil controle, em uso de lamotrigina e topiramato, está sendo atendido em sala de emergência de hospital de referência terciária, com quadro de mal convulsivo. A crise teve início há 20 minutos, em casa, sem desencadeante definido. A glicemia de entrada foi 120 mg/dL. Está com acesso venoso periférico, com fonte de oxigênio (cateter 2 litros/minuto), saturação transcutânea de 95%, pulsos distais amplos, tempo de enchimento capilar de 3 segundos, auscultas pulmonar e cardíaca normais, sem lesões de pele. Inicialmente, foi administrado diazepínico (3 doses) por via endovenosa, sem melhora dos abalos, mantendo-se hipertonia, desvio ocular e salivação. Optou-se por iniciar hidantalização com fenitoína, administrada em velocidade de 50 mg/minuto.
Seguindo o protocolo de tratamento de mal epiléptico, caso não haja reversão da crise, quais são, respectivamente, a opção terapêutica a ser adotada e o principal risco do seu uso?
Ver Resposta e Comentário
No fluxograma e protocolo de tratamento do Estado de Mal Epiléptico pediátrico, a falha dos benzodiazepínicos (1ª linha) demanda a hidantalização imediata com fenitoína (2ª linha). Se a crise convulsiva persistir refratária, a droga preconizada como 3ª linha sequencial é o Fenobarbital sódico, um sedativo potente cujo efeito adverso mais temido durante infusões em altas doses é a grave depressão respiratória e sedação excessiva.
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