Questão 80 — Revalida INEP 2022.1
Uma mulher com 30 anos de idade vem a primeira consulta na Unidade Básica de Saúde queixando-se de tonturas, tremores, tensão muscular e relata que há 1 mês apresentou três crises de palpitações repentinas, acompanhadas de dor em hemitórax esquerdo, com duração de até meia hora e resolução espontânea. Nega doenças pregressas, tabagismo, etilismo ou uso de outras drogas. Relata que procurou serviços de emergência três vezes achando que teria um infarto. Traz resultados recentes e normais de hemograma, TSH, perfil lipídico completo, glicemia, troponina e CPK e eletrocardiograma. Acredita que esses exames foram insuficientes e pede outros exames para ver se o coração está bem. Por exercer a prostituição desde a adolescência, faz exames rotineiramente para infecções sexualmente transmissíveis, últimos há 15 dias e com resultados negativos. Usa Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre há 5 anos e preservativo. Não teve filhos ou abortamento. Apresenta sono reparador, exceto quando tem as crises. Nega ideação suicida. Desde o início da pandemia da COVID-19 não faz mais programas. Exame físico inalterado.
Nesse caso, a melhor abordagem é
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O histórico descrito mostra uma jovem paciente fisicamente saudável, sem doença pregressa cardiovascular e com vários exames anteriores totalmente normais (excluindo doenças orgânicas), mas que sofre com queixas marcadas de tremores, dor torácica e medo extremo de enfartar. Estes são estigmas fortíssimos do Transtorno do Pânico. Na Atenção Primária em Saúde, o médico deve ser capaz de acolher a paciente, descartar e não encorajar queixas orgânicas quando essas forem exaustivamente investigadas, estimulando mudança de estilo de vida, acompanhamento de apoio psicoterápico e intervenção contínua em passos, deixando os psicofármacos se e quando extremamente indicados com monitoramento.
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