Questão 81 — Revalida INEP 2022.1
Um homem com 32 anos de idade, usuário de drogas ilícitas injetáveis (DII), comparece à consulta ambulatorial em clínica médica com queixa de fadiga importante e dor abdominal no hipocôndrio direito que teve início há 1 semana. Refere que, 2 dias antes do início desses sintomas, apresentou febre, artralgias e um exantema leve, que desapareceram, ficando em seguida com os olhos amarelados e a urina escura. Relata que esses últimos sinais apareceram simultaneamente à melhora da febre, que persistiu por alguns dias, e que, nos últimos dias, passou a ter apenas fadiga e dor abdominal. Nega náuseas, vômitos, diarreia ou sangramentos, e afirma conseguir ingerir líquidos e alimentos por via oral de forma normal. Nega comorbidades prévias significativas, e sua história familiar não é relevante. Além do uso de DII, o paciente é tabagista (10 maços/ano) e etilista social de fermentados.
Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, com fácies de doença aguda, levemente ictérico nas escleras; corado, hidratado, acianótico, afebril, sem equimoses ou petéquias. Aparelhos cardiovascular e respiratório sem anormalidades. Abdome doloroso à palpação do hipocôndrio direito, sendo o fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular, de borda romba e consistência habitual; espaço de Traube livre. Não há edemas em membros inferiores.
Os resultados dos exames complementares solicitados nessa consulta são apresentados na tabela a seguir.

Considerando as informações apresentadas, a principal hipótese diagnóstica e o tratamento indicado são, respectivamente,
Ver Resposta e Comentário
O paciente apresenta quadro clínico e laboratorial clássico de hepatite B aguda. O diagnóstico é confirmado pela presença de HBsAg reagente e Anti-HBc IgM positivo (marcador de infecção aguda). O tratamento na fase aguda é primariamente de suporte sintomático, com repouso e hidratação, devendo-se evitar medicamentos metabolizados no fígado e hepatotóxicos. O uso de antivirais na fase aguda seria indicado apenas em casos graves, o que não é o quadro.
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