Questão 16 — Revalida INEP 2022.2
Neonato feminino, de cor branca, com idade gestacional de 35 semanas e 5 dias, pequeno para a idade gestacional (PIG), nascido de parto operatório indicado por diabetes gestacional em descompensação e asma materna, bolsa íntegra, líquido amniótico claro, APGAR 8/9, desenvolveu quadro respiratório de intensidade moderada. Hoje, 3º dia de vida, permanece em ventilação não invasiva, diminuindo-se a concentração de oxigênio de modo progressivo. Hemograma e proteína C reativa normais. Imagem radiológica mostra retificação de costelas, hiperinsuflação pulmonar moderada com presença de algumas linhas opacificadas em campos pulmonares. Hemocultura negativa.
Com base no relato do caso e no provável diagnóstico para esse neonato, além de prematuridade, diabetes gestacional, parto operatório, outro fator de risco que predispõe a referida evolução é
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O recém-nascido (limítrofe para termo) desenvolve um desconforto respiratório clássico por atraso da reabsorção do líquido alveolar pulmonar, conhecido como Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) ou Síndrome do Pulmão Úmido. Os achados no RX são típicos: hiperinsuflação pulmonar (retificação de costelas) e líquido retido nas fissuras pleurais (linhas opacificadas). A asma materna, ao lado da prematuridade tardia, do parto cesariano sem trabalho de parto e do diabetes materno, está estabelecida como um fator de risco independente e de peso que predispõe ao desenvolvimento de TTRN no recém-nascido.
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