Questão 15 — Revalida INEP 2023.2
Uma paciente de 34 anos, solteira, G2P2A0C0, com ligadura tubária há 4 anos, sem parceria sexual, e sem uso de outros métodos contraceptivos, apresenta aumento de volume menstrual nos últimos 6 ciclos, associado a aumento do período menstrual de 3 para 7 dias. Refere a presença há 5 dias, de sangramento excessivo com coágulos, e aumento do volume há 6 horas, associado à dor abdominal em cólica, astenia, cansaço e fraqueza.
A paciente nega possuir doenças prévias ou fazer uso de medicamentos. Apresenta-se em regular estado geral, descorada +/4+, desidratada +/4+, com pressão arterial de 80 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 108 batimentos por minuto, sem outras alterações. Ao exame especular, observa-se grande quantidade de sangue saindo pelo orifício cervical externo, e parede vaginal íntegra. Diante disso, o médico de família e comunidade inicia a hidratação com soro fisiológico 0,9%, 1 000 mL intravenoso, e solicita a remoção da paciente para o serviço de urgência.
Com base nesse quadro, quais devem ser, respectivamente, os primeiros exames complementares e a terapêutica medicamentosa inicial a serem ofertados à paciente?
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Alternativa Correta: A. A paciente apresenta Sangramento Uterino Anormal (SUA) agudo volumoso, com repercussão hemodinâmica (hipotensão e taquicardia). Após a estabilização (hidratação venosa), é necessário investigar a causa do SUA agudo e cessar o sangramento. A investigação básica (acrónimo PALM-COEIN) na emergência inclui o hemograma (avaliar gravidade da anemia aguda), TSH (causas endócrinas como hipotireoidismo são comuns em alterações menstruais), beta-hCG (apesar da laqueadura e de negar parcerias, gravidez deve sempre ser excluída na emergência, embora a banca não tenha incluído, TSH é aceitável) e USG transvaginal (investigar causas estruturais como pólipos, miomas). O tratamento inicial farmacológico para cessar o sangramento agudo de grande volume na urgência envolve uso de progestágenos em altas doses (ex: acetato de medroxiprogesterona), estrogênios em altas doses ou ácido tranexâmico. O desogestrel ou anti-inflamatórios isolados são para quadros crônicos leves, não para choque.
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