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Revalida INEP 2023.2

Questão 38 — Revalida INEP 2023.2

Medicina Preventiva Saúde do Adolescente Ética Médica

Durante uma consulta de rotina com o médico da unidade básica de saúde, uma adolescente de 15 anos relata ter iniciado sua vida sexual com o namorado de mesma idade. Ela refere que têm usado preservativo, porém sente-se insegura e gostaria de iniciar o uso de anticoncepcionais orais, assim como suas amigas já o fazem. A paciente não apresenta queixas e não tem antecedentes patológicos pessoais ou familiares. Frequenta o primeiro ano do ensino médio e relata que não gostaria de informar seus pais sobre as questões de sua sexualidade.

Considerando o Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente, a conduta correta do médico, nesse caso, é

A optar por não prescrever a anticoncepção oral, uma vez que a adolescente pretende usar pílula para evitar a gravidez e estará arriscada a contrair infecções sexualmente transmissíveis, caracterizando imaturidade psicológica e risco para si; ele deve reforçar, também, a prática sexual segura e, devido ao risco iminente à saúde da adolescente, está obrigado a informar os responsáveis sobre o motivo da consulta.
B ponderar sobre a prescrição de anticoncepção, pois a busca pelo aconselhamento médico é um indício de decisão madura, sendo provável que, em caso de recusa da prescrição, a paciente decida se automedicar; ele deve, também, aproveitar esse momento para abordar a prática sexual segura, assim como deve incentivar o fortalecimento dos laços de comunicação familiar sobre as decisões da adolescente.
C decidir por não prescrever a anticoncepção oral, uma vez que não consegue, com base na consulta, julgar a maturidade da adolescente, podendo ser responsabilizado em caso de uso inadequado e de gravidez subsequente; ele deve aproveitar o momento para abordar a prática sexual segura e para manter os princípios de confidencialidade sobre a consulta, já que não há risco de vida iminente.
D considerar a prescrição de anticoncepção, visto que a menina já iniciou atividade sexual, aproveitando o momento, também, para abordar a prática sexual segura; ele deve comunicar a adolescente de que o assunto será tratado com seus pais, uma vez que os menores de 16 anos são classificados como “absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil".
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Ministério da Saúde garantem ao adolescente o direito à atenção à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a prescrição de métodos contraceptivos, sem a presença ou o consentimento obrigatório dos pais ou responsáveis, desde que o médico julgue que o adolescente tem condições de avaliar o seu problema e assumir a conduta prescrita (autonomia progressiva). A quebra de sigilo só se justifica em situações de risco de morte, de violência (abuso) ou suspeita grave de desamparo. A busca ativa por planejamento familiar e o uso relatado prévio de camisinha demonstram responsabilidade, indicando que ela tem capacidade de consentimento. O médico deve prescrever e também orientar e aconselhar sobre a dupla proteção (camisinha) para ISTs, além de tentar facilitar (sem forçar) a comunicação dela com a família.

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