Questão 59 — Revalida INEP 2023.2
Uma gestante primigesta de 18 anos, com idade gestacional de 35 semanas, comparece ao pronto-socorro do hospital após ser encaminhada pelo médico da unidade básica de saúde (UBS). A carta de encaminhamento solicita avaliação e conduta, devido ao aumento da pressão arterial da paciente e esclarece que ela estava fazendo pré-natal na UBS sem nenhuma intercorrência até o momento, sem comorbidades previas. A paciente refere estar ansiosa, com dor de cabeça intensa e afirma ganho de peso de 3 Kg na última semana. Relata boa movimentação fetal e nega perdas vaginais de líquido ou de sangue. Apresenta pressão arterial de 140 × 90 mmHg, frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto e o restante do exame clínico está normal. A altura uterina é de 33 cm, os batimentos cardíacos fetais estão normais com boa variabilidade e constata-se dinâmica uterina ausente. A gestante, diante desse quadro, é medicada com analgésicos, mas permanece sem melhora importante e os níveis pressóricos se mantêm de 140 × 90 mmHg.
Considerando o quadro clínico apresentado, deve-se
Ver Resposta e Comentário
Alternativa Correta: B. A paciente apresenta hipertensão gestacional (140x90 mmHg) a partir das 20 semanas, ganho de peso súbito (edema) e, de forma alarmante, cefaléia intensa e refratária a analgésicos. A cefaléia refratária é considerada um sinal de gravidade (sintoma de iminência de eclâmpsia), o que classifica o quadro como Síndrome Pré-Eclâmpsia com sinais de gravidade, independentemente dos níveis pressóricos não estarem tão elevados (>= 160x110). A conduta para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade em gestações > 34 semanas é a internação hospitalar, início de Sulfato de Magnésio (profilaxia para convulsão) e a pronta resolução (interrupção) da gestação após estabilização.
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