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Revalida INEP 2023.2

Questão 64 — Revalida INEP 2023.2

Ginecologia e Obstetrícia Obstetrícia Hemorragia Pós-Parto

Uma paciente de 28 anos, em pós parto imediato (seu terceiro parto vaginal), teve parto a termo rápido e a dequitação da placenta sem intercorrências. A revisão perineal foi realizada e estava normal, sem necessidade de sutura. Entretanto, 30 minutos após o parto, a paciente apresentou-se ansiosa e com queixa de tontura e de falta de ar. Ao exame físico, apresenta palidez e extremidades frias, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto e pressão arterial de 90 × 55 mmHg. O útero apresenta-se amolecido e quatro centímetros acima da cicatriz umbilical. A paciente apresenta sangramento vaginal intenso. Ela já possuía um acesso venoso, por meio do qual foi iniciada a expansão volumétrica com soro fisiológico aquecido.

Com relação ao quadro apresentado, assinale a opção correta.

A A administração do ácido tranexâmico deverá ser iniciada e paciente encaminhada para histerectomia.
B O uso de ácido tranexâmico por via endovenosa está indicado assim que possível, além de drogas uterotônicas.
C A administração de drogas uterotônicas é necessária, mas o ácido tranexâmico não deve ser usado, pela ausência de lacerações de trajeto.
D O uso de ácido tranexâmico por via endovenosa pelo menos 1 hora após o início da ocitocina é indicado, sobretudo se não houver resposta às drogas uterotônicas.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B. A paciente apresenta Hemorragia Pós-Parto (HPP) com sinais de choque hipovolêmico inicial (taquicardia, hipotensão, tontura), cuja principal causa é a Atonia Uterina (identificada pelo útero amolecido e elevado, o "útero de Couvelaire"). O manejo inicial baseia-se em pedir ajuda, oxigênio, acesso venoso, massagem uterina bimanual, e administração imediata de uterotônicos (ocitocina, metilergometrina, misoprostol). Além disso, as diretrizes mais recentes (estudo WOMAN) recomendam o uso profilático ou terapêutico precoce do ácido tranexâmico (antifibrinolítico) por via intravenosa o mais rápido possível após o diagnóstico do sangramento (dentro das primeiras 3 horas do parto), não devendo-se aguardar a falha dos uterotônicos para o seu uso.

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