Questão 77 — Revalida INEP 2023.2
Uma paciente de 57 anos, fumante e obesa, procura atendimento médico por possuir úlcera de membro inferior. Queixa-se do aparecimento de ferida no tornozelo esquerdo nos últimos 2 meses, que vem aumentando de tamanho progressivamente, acompanhada por dor de forte intensidade e refratária ao uso de analgésicos. Ela relata que, em seu trabalho, caminha grandes percursos no dia e que, há 1 ano, vem apresentado dor no membro inferior esquerdo durante a deambulação, claudicação, obrigando-a a sentar por alguns minutos para melhorar. Por orientação de um parente, tem procurado repousar com os membros inferiores elevados ao chegar em casa, entretanto não tem obtido bons resultados com essa manobra, referindo, inclusive, piora da dor. Ao exame do membro inferior esquerdo, nota-se úlcera profunda na região do maléolo medial, com bordas bem definidas, pálida, com áreas necróticas e sem tecidos de granulação. A região em torno da úlcera apresenta coloração eritematovinhosa.
Nesse caso, a etiologia mais provável da úlcera é
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Alternativa Correta: C. A paciente possui fatores de risco maiores (tabagismo, obesidade e presumivelmente idade) e uma história prévia clássica de Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP): a claudicação intermitente (dor ao caminhar que melhora com o repouso). A úlcera atual possui todas as características de uma úlcera arterial: é extremamente dolorosa, profunda, com bordas "em sacabocado" (bem definidas), pálida, com fundo necrótico (sem granulação) e, muito importante, a dor piora com a elevação do membro (pois a elevação dificulta ainda mais o fluxo arterial, piorando a isquemia e a dor de repouso). Úlceras venosas geralmente são indolores ou têm dor leve que *melhora* com a elevação das pernas.
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