Questão 16 — Revalida INEP 2024.2
Um homem de 28 anos é trazido ao hospital pelo SAMU 40 minutos após ter sofrido atropelamento. Ele foi encontrado desacordado no local do acidente, apresentando Glasgow 6. Ao chegar à unidade de saúde, apresentava Glasgow 3, pressão arterial de 150 × 100 mmHg, irregularidade respiratória e frequência cardíaca de 50 batimentos por minuto, sendo realizada a intubação orotraqueal. Ao exame físico, apresenta-se em mau estado geral, paciente em uso de ventilação mecânica com ausência de ruídos adventícios à ausculta respiratória. O paciente está comatoso, com Glasgow 3 e com pupilas isocóricas e midriáticas, constata-se, ainda, reflexos fotomotores direto e consensual ausentes; reflexo córneo-palpebral ausente e reflexo óculo-cefálico ausente. Paciente sem sedação. Foi levantada a hipótese diagnóstica de hipertensão intracraniana pela equipe médica.
Diante dessas informações, o achado clínico que confirma essa hipótese é a presença de
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Alternativa Correta: C.
O achado clínico que confirma a hipótese patofisiológica de hipertensão intracraniana (HIC) aguda grave é a Tríade de Cushing, composta por: hipertensão arterial sistêmica (PA 150 x 100 mmHg), bradicardia (FC 50 bpm) e irregularidade respiratória. Esse reflexo fisiológico é gerado pela isquemia bulbar secundária à compressão do tronco encefálico, induzindo uma descarga simpática reflexa massiva para tentar manter a pressão de perfusão cerebral.
- A escala de Glasgow baixa (A), pupilas dilatadas (B) e a perda de reflexos de tronco (D) são indicativos clínicos de dano neurológico grave/herniação de tronco, mas não constituem a tríade diagnóstica de alteração autonômica descrita por Cushing que sinaliza a urgência da HIC.
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