Questão 41 — Revalida INEP 2024.2
Uma mulher de 33 anos vai a uma consulta com um clínico geral por se sentir muito deprimida, referindo tristeza e desânimo, que começaram há 6 meses. Ela conta que é natural e procedente de São Paulo, programadora de computadores, católica não praticante, casada há 6 anos, com dois filhos, e que é sedentária. Refere sentir muita fadiga, cansaço, indisposição e sono e que ganhou 7 kg nesse período. Nega ter pensamentos de morte, de culpa ou de menos-valia. Conta, também, que recebeu diagnóstico de depressão e, por isso, usou fluoxetina durante 2 meses, até 60 mg por dia, sem apresentar melhora significativa. Por fim, referiu ter irregularidade menstrual e constipação. Ao exame, apresenta-se hidratada, corada, afebril, sem edemas, anictérica. Seus sinais vitais estão sem alterações, exceto a frequência cardíaca que está 48 batimentos por minuto em repouso. À ausculta cardíaca, notam-se bulhas normofonéticas, sem sopros.
Diante desse quadro, o principal diagnóstico diferencial a ser investigado é
Ver Resposta e Comentário
Alternativa Correta: B.
A paciente apresenta sinais e sintomas sistêmicos marcantes de hipotireoidismo primário (astenia grave, sonolência excessiva, ganho de peso inexplicado, irregularidade do ciclo menstrual, obstipação crônica e bradicardia sinusal de 48 bpm). Estes sintomas simulam perfeitamente um transtorno depressivo maior, justificando o fracasso da terapêutica com fluoxetina. Trata-se, portanto, de um quadro de Transtorno Depressivo Secundário a uma condição médica geral.
- O transtorno depressivo persistente (distimia) (A), transtorno de somatização (C) e Burnout (D) são diagnósticos primários ou psiquiátricos puros que não explicam achados orgânicos marcantes como bradicardia de 48 bpm e constipação/ganho ponderal associados.
Estratégia Med
Buscando cursos em vídeo? Garanta 10% de desconto no Estratégia Med.