Questão 49 — Revalida INEP 2024.2
Uma mulher de 35 anos, nuligesta, vai à consulta em ambulatório de dor pélvica crônica de hospital universitário com queixa de dismenorreia progressiva e de hematoquezia quando está menstruada. Relata que as cólicas menstruais pioraram há 5 anos e que precisou procurar o pronto-socorro em duas ocasiões por dor pélvica forte e necessidade de medicação intravenosa. Afirma não fazer uso de contracepção hormonal, por não ter atividade sexual há 10 anos. Nega doenças crônicas ou uso de medicações. Refere constipação com piora nos últimos 6 meses, com distensão abdominal. Ao exame físico, observa-se abdome indolor à palpação, exame especular sem lesões visíveis, toque vaginal com dor à mobilização do colo uterino, útero pouco móvel e palpação de nódulos endurecidos e doloridos em fórnice vaginal posterior.
Considerando a provável hipótese diagnóstica, a investigação inicial adequada deverá ser com
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Alternativa Correta: D.
A paciente apresenta sintomas típicos de endometriose profunda infiltrativa (dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica e hematoquezia cíclica associada à menstruação, sugerindo invasão retossigmoidea). Ao exame físico, apresenta sinais clássicos da doença (fixação uterina e nódulos endurecidos dolorosos no fórnice posterior). A propedêutica não invasiva de escolha inicial para mapeamento preciso de implantes profundos na pelve é a Ressonância Magnética da pelve com protocolo específico para endometriose ou a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal.
- A laparoscopia (B) é padrão-ouro diagnóstico definitivo e terapêutico, mas não constitui a propedêutica por imagem inicial pré-operatória. A tomografia (A) possui baixa sensibilidade diagnóstica para implantes na pelve profunda.
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