Questão 51 — Revalida INEP 2024.2
Um homem de 68 anos, portador de enfisema pulmonar e de fibrilação atrial (FA) permanente, encontra-se internado na sala vermelha de uma unidade de pronto-atendimento em razão de exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica. Subitamente, ele apresenta dessaturação e apneia. A equipe observa que o paciente encontra-se em parada cardiorrespiratória, a despeito de manter o ritmo de FA — agora em alta resposta ventricular. Iniciados os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, é constatada turgência jugular e ausência de expansibilidade em hemitórax direito, mesmo com a ventilação com bolsa-máscara; além disso, a percussão local revela timpanismo. Já foi administrada uma dose de 1 mg de epinefrina intravenosa.
Diante do quadro desse paciente, a conduta indicada é
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Alternativa Correta: B.
O paciente apresenta uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ritmo de Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) decorrente de um pneumotórax hipertensivo à direita (identificado clinicamente pela tríade: ausência de murmúrio vesicular unilateral, timpanismo à percussão e turgência jugular). O pneumotórax hipertensivo é uma das causas potencialmente reversíveis de PCR (um dos "5Ts"). A conduta imediata e salvadora de vidas é a descompressão torácica imediata, classicamente realizada por toracocentese de alívio por agulha ou toracostomia digital no 5º espaço intercostal direito (linha axilar média/anterior).
- A cardioversão (A) e drogas antiarrítmicas (C) são contraindicadas, pois a causa da PCR é mecânica (obstrutiva) e não primariamente elétrica. A esternotomia (D) não está indicada para este cenário de trauma não cirúrgico imediato/exacerbação de DPOC.
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