Questão 52 — Revalida INEP 2025.1
Mulher de 47 anos apresenta dor abdominal no quadrante superior direito iniciada há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Ela relata que a dor, inicialmente intermitente, tornou-se constante e irradia para o dorso. O exame físico mostra icterícia leve, dor à palpação do quadrante superior direito e sinal de Murphy ausente. Os exames laboratoriais revelam elevação de bilirrubinas (sendo a direta predominante), aumento de fosfatase alcalina e gama-GT; amilase e lipase normais. A ultrassonografia abdominal evidencia múltiplos cálculos na vesícula biliar e dilatação das vias biliares. A colangiorressonância evidencia cálculo no ducto biliar comum (diâmetro de 9 mm), associado a dilatação do colédoco e das vias biliares intra-hepáticas.
Neste caso, a conduta médica adequada é
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Alternativa Correta: D.
A paciente apresenta um quadro clássico de Coledocolitíase, evidenciado clinicamente por dor em hipocôndrio direito e icterícia leve, laboratorialmente por um padrão colestático (bilirrubina direta, FA e GGT elevadas) e definitivamente confirmado por exame de imagem diagnóstica de alta resolução (colangiorressonância), que localizou o cálculo de 9 mm impactado no ducto biliar comum (colédoco), gerando dilatação a montante.
A conduta prioritária diante da coledocolitíase documentada visa a desobstrução da via biliar para prevenir complicações graves como a colangite aguda e a pancreatite biliar. O procedimento cirúrgico/endoscópico de escolha é a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com papilotomia e extração dos cálculos. Após a limpeza da via biliar principal, a paciente deverá ser programada para colecistectomia eletiva na mesma internação.
- A está incorreta: O tratamento puramente conservador com antibióticos não resolve a obstrução mecânica e expõe a paciente a riscos de sepse biliar.
- B está incorreta: A anatomia e o cálculo já estão perfeitamente delineados pela colangiorressonância, tornando a TC redundante.
- C está incorreta: Realizar a colecistectomia isolada por videolaparoscopia sem tratar previamente o colédoco deixaria o cálculo impactado na via biliar principal, perpetuando o quadro obstrutivo.
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