Questão 56 — Revalida INEP 2025.1
Homem de 50 anos, agricultor, procura atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS) após mordedura de boi em antebraço esquerdo. A ferida é superficial, está limpa e apresenta sangramento local leve. O paciente relata que o animal não possui manifestações aparentes de raiva. Ele também afirma que o boi é de propriedade conhecida e pode ser mantido sob observação. Quando questionado, o paciente revela não ter histórico de vacinação prévia contra raiva.
Considerando a profilaxia da raiva humana, deve-se limpar a ferida e
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Alternativa Correta: C.
A conduta na profilaxia da raiva humana pós-exposição depende da espécie do animal agressor e das condições do acidente. Embora cães e gatos sejam os principais focos de observação doméstica, os herbívoros domésticos (como o boi, cavalo, ovelha) em áreas rurais podem ser acometidos pela raiva transmitida por morcegos hematófagos (ciclo silvestre/rural).
Segundo o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, acidentes envolvendo a agressão por animais de produção/herbívoros domésticos em que o trabalhador (agricultor) não possui histórico vacinal prévio exigem, além dos cuidados locais (lavagem exaustiva com água e sabão), o início imediato do esquema vacinal antirrábico de profilaxia pós-exposição (esquema clássico de 4 doses), visto que o período de incubação e manifestação clínica nesses animais pode ser incerto e o risco ocupacional é elevado. O soro (alternativa D) seria reservado apenas para ferimentos graves/profundos na face, mãos ou polidactilia por animais suspeitos, o que difere da ferida superficial descrita.
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