Questão 70 — Revalida INEP 2025.1
Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou os seguintes sinais vitais: Pressão arterial de 150x95 mmHg; Frequência cardíaca de 90 bpm; Frequência respiratória de 20 irpm; Saturação de oxigênio de 95%.
Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?
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Alternativa Correta: B.
A paciente apresenta um déficit neurológico focal agudo súbito (dificuldade para falar / afasia ou disartria) instalado há apenas 30 minutos, configurando uma suspeita clínica indiscutível de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em fase hiperaguda. Ela encontra-se dentro da estreita "janela terapêutica" (limite de 4,5 horas do início dos sintomas) para a realização de terapias de reperfusão cerebral, como a trombólise química endovenosa.
Dado que a Unidade Básica de Saúde (UBS) não dispõe de suporte de tomografia computadorizada de crânio crônica/aguda ou de neurologia especializada para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico, a conduta correta de emergência é acionar imediatamente o SAMU/Serviço Móvel de Urgência para transferência prioritária ("tempo é cérebro") para um hospital de referência com centro de AVC, prestando suporte de estabilização respiratória e hemodinâmica básica na UBS enquanto aguarda. Abaixar a PA bruscamente (como sugerido nas alternativas A, C e D) é formalmente contraindicado no AVC agudo fora de critérios estritos, pois reduz a pressão de perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica.
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