Questão 86 — Revalida INEP 2025.1
Homem de 68 anos em quimioterapia paliativa para câncer gástrico avançado é internado devido à queda do estado geral e dispneia. Ao ser atendido, apresenta saturação de O₂ de 86%, sendo prescrita oxigenioterapia. A tomografia computadorizada de tórax evidencia padrão sugestivo de extensa linfangite carcinomatosa bilateral e pequeno derrame pleural à esquerda. Apesar do registro em prontuário da "diretiva antecipada de vontade" de não ser submetido a procedimentos invasivos, um de seus filhos insiste que o paciente seja submetido à ventilação mecânica invasiva .
Nesse caso, a conduta adequada diante da piora respiratória do paciente é
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Alternativa Correta: B.
O paciente apresenta diagnóstico de neoplasia gástrica avançada fora de possibilidades curativas e evolui com insuficiência respiratória por progressão oncológica local (linfangite carcinomatosa terminal). Ele possui um registro legal de Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) recusando procedimentos invasivos obstinados .
Sob a égide do Código de Ética Médica e das resoluções do CFM sobre terminalidade e cuidados paliativos, as Diretivas Antecipadas de Vontade do paciente prevalecem sobre o desejo dos familiares, não cabendo ao médico realizar a intubação orotraqueal (distanásia) imposta pelo filho. A abordagem correta foca no controle rigoroso dos sintomas e no alívio do sofrimento (ortotanásia). A conduta de escolha para o alívio imediato da dispneia em pacientes oncológicos terminais em cuidados paliativos consiste na administração de opioides por via parenteral (morfina), que atua reduzindo o estresse respiratório central sem induzir depressão ventilatória quando titulada adequadamente.
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