Revalida INEP 2025.2
Questão 24 — Revalida INEP 2025.2
Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade
de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal,
com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de
melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para
dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do
atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de
medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há
23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias.
Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+,
eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca
sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão
brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita.
Exame Resultado Valor de referência
Hemoglobina 10,7 g/dL 11,5 a 15,5 g/dL
Hematócrito 37% 38 a 52%
Leucócitos totais 13.400/mm3 4.000 a 11.000/mm3
Bastonetes 7% 0 a 5%
25 leucócitos/
Urina --
campo
Hemácias 8 hemácias/campo --
Beta-hCG sérico negativo --
Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada é


Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
D
Comentário
A paciente apresenta o padrão-ouro clínico de Apendicite Aguda: a Cronologia de Murphy (dor inicial periumbilical/epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita após 12-24h), acompanhada de febre, hiporexia e Sinal de Blumberg positivo (descompressão brusca dolorosa). Em mulheres em idade fértil (MIF), o diagnóstico diferencial obrigatório envolve patologias ginecológicas (ex: cisto roto, torção ovariana) e obstétricas (ex: prenhez ectópica). Como o Beta-hCG exclui gestação, a recomendação clássica é a realização de exames de imagem, preferencialmente a Ultrassonografia (USG) de abdome, para confirmar o apêndice espessado ou descartar cistos ovarianos, seguido de imediata avaliação cirúrgica para provável apendicectomia.
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