Questão 49 — Revalida INEP 2026.1
Gestante, 33 anos, G2 P1 A0, cesariana há 3 anos por apresentação pélvica, fez pré-natal de baixo risco. Admitida na maternidade em trabalho de parto espontâneo, com apresentação cefálica, bolsa rota há 1 hora, com líquido amniótico claro e 6 cm de dilatação. Evoluiu de forma satisfatória sob monitorização fetal. Após 2 horas de evolução do trabalho de parto, passa a apresentar dor abdominal súbita, contínua e associada a mal-estar intenso e sangramento vaginal moderado. Ao exame: PA 82 x 42 mmHg; FC 134 bpm; FR 28 irpm; temperatura axilar 36,6 °C; pele pálida, fria e sudoreica. Útero doloroso, mal definido e com partes fetais facilmente palpáveis; BCF 80 bpm sustentado; dilatação de 8 cm, plano -2 de De Lee, sangramento ativo e elevação da apresentação fetal.
Diante desse quadro, qual deve ser a conduta imediata?
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O quadro clínico traz as evidências inequívocas da mais letal complicação mecânica no útero com cicatriz de cesárea prévia (incidência de 1% a 2% nos trabalhos de parto pós-cesárea): a Rotura Uterina Completa.
O descolamento e quebra da musculatura em tensão promove a passagem parcial do feto para a cavidade abdominal materna: gerando o Sinal de Reas (elevação do foco e elevação imediata súbita da apresentação fetal que antes descia na pelve), a facilidade espantosa de palpar membros fetais subcutâneos logo abaixo da pele materna (pelo útero rasgado), bradicardia extrema por asfixia/hemorragia e dor visceral aguda excruciante cursando imediatamente com Choque Hemorrágico na mãe. A cesariana laparotômica exploratória em caráter de emergência (CÓDIGO VERMELHO) com correção imediata é o único salva-vidas materno e fetal cabível.
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