Questão 51 — Revalida INEP 2026.1
Médica de uma Unidade Básica de Saúde atende um homem de 63 anos, 70 kg, IMC 25 kg/m², sedentário, motorista aposentado por invalidez após ter a visão comprometida por diabetes mellitus e hipertensão, diagnosticados há mais de 20 anos. O paciente faz uso de metformina e dapaglifozina em doses otimizadas. Faz autoaplicação de insulina NPH 56 UI ao acordar e 34 UI antes de dormir. Ao exame físico, são observados nódulos endurecidos ao redor da cicatriz umbilical, edema discreto em membros inferiores, sem outros achados. Exames laboratoriais recentes demonstram hemoglobina glicada de 8,2% (VR: 4,7 a 5,7%) e função renal preservada. O monitoramento da glicemia capilar apresenta valores em jejum entre 140 mg/dL a 160 mg/dL e pós-prandiais entre 180 mg/dL a 240 mg/dL, sem episódios de hipoglicemia.
Qual é o plano terapêutico condizente com o papel dessa médica no trabalho em equipe multiprofissional?
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A presença de nódulos endurecidos na região periumbilical num paciente usuário de altas doses de insulina injetável caracteriza a Lipodistrofia / Lipo-hipertrofia insulínica. Isso ocorre tipicamente porque o paciente não respeita a técnica do rodízio anatômico diário, aplicando a insulina frequentemente no mesmo "buraquinho" mais confortável.
Quando a insulina é depositada no tecido lipodistrófico, sua taxa de absorção celular despenca e torna-se errática, levando ao subtratamento (como visto na HbA1c de 8,2%). A conduta mandatória antes de qualquer ajuste de dose (para evitar superdosagem caso ele passe a aplicar em local virgem) é manter a dosagem inalterada e acionar a equipe de enfermagem da Estratégia de Saúde da Família (ESF) para realizar instrução, treinamento visual (já que o paciente é deficiente visual) e avaliação das técnicas da autoaplicação, agulhas e armazenamento em domicílio.
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