Questão 56 — Revalida INEP 2026.1
Uma técnica de enfermagem de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), após coletar o sangue de um usuário, sofre um acidente perfurocortante com agulha previamente utilizada na coleta. Ela não se preocupou a princípio, pois tratava-se de exames de rotina e o paciente estava aparentemente saudável. Depois de 4 dias do ocorrido, por orientação de uma colega do trabalho, resolveu procurar a própria UBS para saber o que deveria ser feito.
De acordo com os protocolos de vigilância em saúde do trabalhador sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) no caso específico do HIV, qual é a conduta adequada?
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No Ministério da Saúde, o uso emergencial de agentes antirretrovirais (Profilaxia Pós-Exposição / PEP) após um acidente biológico por material pérfuro-cortante tem como prazo MÁXIMO absoluto de eficácia para seu início até 72 horas (3 dias) após o momento exato da exposição de risco. O ideal é que ocorra preferencialmente nas primeiras 2 a 4 horas.
Como a técnica demorou 4 dias (cerca de 96 horas) para procurar socorro, a terapia supressiva profilática já não garante a indução imunocelular, restando inviável administrativamente. A conduta se reduz ao cuidado preventivo estrito focado em acompanhamento e testagem laboratorial (sorologias basais no momento 0, seguidas por seriadas após alguns meses), para intervir e tratar de forma curativa caso o vírus se propague.
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