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Santa Casa SP 2022

Questão 43 — Santa Casa SP 2022

Ginecologia e Obstetrícia Ginecologia Hiperplasia Endometrial
Uma paciente na menopausa há três anos, com sintoma de sangramento vaginal, realizou USG TV, que revelou endométrio com 9 mm de espessura. Foi submetida à vídeo-histeroscopia diagnóstica e à biópsia, cujo anatomopatológico mostrou hiperplasia endometrial. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa incorreta.
A A histerectomia total oferece tratamento definitivo para a hiperplasia endometrial sem atipia, mas é um procedimento cirúrgico com morbidade e perda de fertilidade. Em geral, a histerectomia é reservada para casos de hiperplasia persistente ou recorrente apesar do uso de progesterona, progressão para hiperplasia atípica ou carcinoma e sangramento uterino anormal contínuo ou por preferência do paciente.
B O tratamento cirúrgico para hiperplasia endometrial sem atipia deve consistir em histerectomia total com salpingectomia, com ou sem ooforectomia bilateral.
C A histerectomia total com SOB é o tratamento preferido para a hiperplasia endometrial atípica, devido ao alto risco de progressão para malignidade ou para carcinoma endometrial concomitante.
D Estudos observacionais relataram que um carcinoma subjacente é encontrado em até 10% das amostras de biópsia endometrial relatadas como hiperplasia endometrial atípica.
E A histerectomia subtotal (supracervical) e o morcelamento não devem ser indicados nos casos de hiperplasia endometrial.
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Resposta Correta ANULADA
Comentário

Questão anulada.

A questão foi anulada. Hiperplasia endometrial sem atipia costuma ser tratada inicialmente com progestagênio e vigilância; hiperplasia atípica/EIN tem risco relevante de carcinoma concomitante e frequentemente indica histerectomia. Algumas porcentagens e formulações das alternativas tornam a questão inconsistente.

Análise das alternativas:

  • A: A descrição do papel da histerectomia na hiperplasia sem atipia persistente/recorrente é globalmente compatível com recomendações usuais.
  • B: Em paciente pós-menopausa submetida a cirurgia, histerectomia total com salpingectomia e avaliação dos ovários é plausível, mas a necessidade de ooforectomia depende do contexto e do tipo de hiperplasia.
  • C: Histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral é abordagem comum para hiperplasia atípica/EIN em paciente pós-menopausa.
  • D: O risco de carcinoma concomitante em hiperplasia atípica é substancialmente maior que 10% em muitas séries, tornando esse valor problemático.
  • E: Histerectomia supracervical e morcelamento não são recomendados quando há hiperplasia com risco de malignidade, pois podem deixar doença/disseminar tecido.

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