Mulher de 65 anos, ex-tabagista, com diagnóstico de DPOC moderada, usa broncodilatador de longa duração de forma regular. Apresentou três exacerbações no último ano, duas delas exigindo antibiótico. A contagem de eosinófilos é de 320 células/uL. Qual é a conduta adicional mais adequada neste cenário?
A
Iniciar corticosteroide sistêmico em dose contínua.
Corticosteroide sistêmico de uso contínuo traz enormes efeitos adversos e não é indicado como terapia de manutenção em DPOC.
B
Substituir broncodilatador por metilxantina.
As metilxantinas (teofilina) são drogas de terceira/quarta linha devido à janela terapêutica estreita e efeitos colaterais.
C
Introduzir corticosteroide inalado em associação à terapia atual.
Alternativa aceita pela banca. Explicação abaixo.
D
Suspender broncodilatador e iniciar fisioterapia respiratória exclusiva.
O paciente sintomático e exacerbador precisa da manutenção de terapia farmacológica otimizada.
E
Não modificar conduta atual, pois não há critérios de gravidade.
Pacientes com ≥ 2 exacerbações/ano (ou ≥ 1 com internação) são de alto risco e demandam otimização medicamentosa.
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Resposta CorretaC
Comentário
A paciente possui DPOC com perfil exacerbador frequente (3 exacerbações no último ano). Segundo as recomendações GOLD, pacientes com repetidas exacerbações e eosinofilia no sangue periférico maior que 300 células/uL possuem excelente resposta à terapia com Corticosteroide Inalatório (CI) para prevenção de novas crises. Logo, a conduta correta é associar o CI à terapia broncodilatadora vigente (geralmente sob a forma de terapia tripla ou dupla CI + LABA).
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