SES PE 2026.1
Questão 29 — SES PE 2026.1
Um paciente de 70 anos, diabético tipo 2 e obeso, é admitido no pronto-socorro com dor abdominal intensa em hipocôndrio direito, febre (39°C), calafrios, leucocitose acentuada e sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia de urgência revela vesícula biliar distendida, parede espessada e a presença de conteúdo ecogênico. O paciente é levado imediatamente ao centro cirúrgico para uma colecistectomia de urgência. Durante o procedimento, é confirmado o empiema, com drenagem de grande quantidade de pus do interior da vesícula biliar, mas sem perfuração ou contaminação grosseira do peritônio além do local da inflamação. A ferida operatória principal é fechada primariamente. De acordo com a classificação de feridas cirúrgicas do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e os critérios estabelecidos para a vigilância de infecções hospitalares no Brasil (Portaria GM/MS nº 2.616/98), em qual categoria a ferida cirúrgica deve ser classificada?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
C
Comentário
A presença de colecistite aguda sem perfuração prévia e sem peritonite grosseira livre (contaminação peritonial descontrolada fora do campo) classifica o sítio cirúrgico, na maioria das diretrizes adotadas no Brasil para infecção hospitalar, como Ferida Contaminada (Classe III). Ela envolve quebra de técnica importante (derramamento de conteúdo localizado inflamatório, como o empiema que foi contido e drenado, mas originou-se de uma inflamação aguda não purulenta/livre difusa pré-existente). A classificação de ferida infectada (Classe IV) é mais restrita a peritonites, fezes livres ou abscesso intraperitoneal já estabelecido fora do órgão.
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