SES PE 2026.1
Questão 36 — SES PE 2026.1
Mulher de 51 anos, portadora de obesidade grau 1 e diabetes mellitus, procura atendimento por queixa de dor intermitente em hipocôndrio direito há 4 dias, associada à colúria e acolia fecal nas últimas 24 horas. Nega febre. Ao exame físico, apresenta-se ictérica (2+/4+), com dor à palpação em hipocôndrio direito e Murphy negativo. Exames laboratoriais: BT 5,2mg/dL (BD 4,3mg/dL), FA 420 U/L, GGT 610 U/L, TGO 86 U/L, TGP 104 U/L, amilase 30 U/L, lipase 55 U/L, leucometria 8.900/mm³. Realizou ultrassonografia de abdome que evidenciou vesícula biliar com múltiplos cálculos e dilatação de vias biliares com diâmetro máximo de 9mm, sem identificar fator obstrutivo. É, então, realizada a colangioressonância abaixo:
Diante do achado de imagem, qual a conduta mais adequada?

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Resposta Correta
D
Comentário
Explicação: O quadro clínico e os exames laboratoriais (padrão colestático com elevação de bilirrubina direta, FA e GGT) sugerem icterícia obstrutiva. A ultrassonografia mostra colelitíase e dilatação de vias biliares. A colangioressonância confirma a presença de cálculo no colédoco (coledocolitíase). A conduta padrão para o tratamento da coledocolitíase confirmada (especialmente em casos com via biliar dilatada e anatomia favorável) é a abordagem combinada (em dois tempos ou único, a depender do serviço). A sequência mais consolidada e descrita nas opções é realizar a CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) terapêutica com esfincterotomia (papilotomia) e extração do cálculo, seguida pela colecistectomia videolaparoscópica, preferencialmente na mesma internação, para evitar a recorrência e complicações como pancreatite aguda biliar ou colangite.
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