Questão 13 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar
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Alternativa A. A sequência clínica é típica de tireoidite pós-parto: uma fase tireotóxica transitória, decorrente de liberação de hormônio pré-formado pela inflamação glandular, seguida por fase hipotireóidea. A positividade prévia de anti-TPO reforça a base autoimune.
TSH de 40 mUI/L com T4 livre baixo indica hipotireoidismo manifesto na fase atual. Mulheres que apresentam tireoidite pós-parto, sobretudo com autoanticorpos e hipotireoidismo acentuado, têm risco aumentado de hipotireoidismo persistente e de nova disfunção tireoidiana em puerpérios futuros. Por isso, além do tratamento indicado no presente, é importante acompanhamento da função tireoidiana no longo prazo e planejamento adequado antes e durante nova gestação.
Análise das alternativas:
- A: Anti-TPO positivo e fase hipotireóidea intensa após tireotoxicose transitória aumentam o risco de hipotireoidismo permanente e de recorrência em gestações futuras.
- B: A história de autoimunidade tireoidiana e TSH muito elevado não confere risco igual ao da população geral; há maior chance de persistência e recorrência.
- C: A tireotoxicose transitória precoce seguida de hipotireoidismo espontâneo é mais compatível com tireoidite pós-parto que com doença de Graves persistente.
- D: O prognóstico relevante é risco de hipotireoidismo persistente/recorrente, não simplesmente prolongamento da fase tireotóxica em novo puerpério.
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