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SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Questão 2 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Clínica Médica Endocrinologia e Metabologia Diabetes Mellitus
Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 8 anos, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, está em uso de metformina XR 2.000 mg/dia e gliclazida MR 120 mg/dia antes do café da manhã, ambas em doses otimizadas e toleradas, com boa adesão e orientação alimentar reforçada há 6 meses. Faz caminhadas diárias de 30 minutos. Ao exame físico, apresenta peso de 81 kg, altura de 1,70 m, IMC de 28,0 kg/ m², circunferência abdominal de 99 cm e pressão arterial de 136/84 mmHg. A HbA1c atual é de 8,2%, glicemias capilares em jejum entre 132 e 156 mg/dL, taxa de filtração glomerular estimada de 65 mL/min/1,73 m² e ausência de sintomas catabólicos. Sem história de infarto, acidente vascular cerebral ou insuficiência cardíaca. Qual é a conduta mais apropriada neste caso?
A Acrescentar dapagliflozina, pela falha ao esquema atual e pelos múltiplos fatores cardiometabólicos.
B Fracionar gliclazida MR em 60 mg de 12 em 12 horas e otimizar a atividade física, para evitar polifarmácia.
C Trocar a gliclazida por linagliptina, priorizando maior potência, menor risco de hipoglicemia e redução de peso.
D Suspender metformina e gliclazida, iniciando insulina NPH de 12 em 12 horas pela redução da função renal.
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Resposta Correta A
Comentário

Alternativa A. O diabetes permanece inadequadamente controlado, com HbA1c de 8,2%, apesar de adesão, medidas de estilo de vida e doses otimizadas de metformina e gliclazida. Não há sintomas catabólicos que obriguem insulinização imediata, e a função renal é suficiente para manter a metformina.

A presença concomitante de hipertensão, dislipidemia, sobrepeso e risco cardiometabólico favorece a adição de um inibidor de SGLT2, como dapagliflozina, que reduz glicemia sem aumentar substancialmente o risco de hipoglicemia e agrega benefícios cardiorrenais em perfis apropriados. Fracionar gliclazida MR não é a solução para a falha do esquema, e trocar por linagliptina não oferece a potência nem a redução ponderal alegadas na alternativa.

Análise das alternativas:

  • A: A HbA1c permanece acima da meta apesar de metformina e sulfonilureia em doses otimizadas; um inibidor de SGLT2 é opção adequada para intensificação.
  • B: A gliclazida MR é formulada para uso diário e fracioná-la não corrige adequadamente a falha terapêutica nem oferece benefício cardiometabólico adicional.
  • C: Linagliptina tem baixo risco de hipoglicemia, mas não é mais potente nem promove perda ponderal relevante em comparação com a estratégia proposta.
  • D: Não há indicação de suspender metformina com TFGe de 65 mL/min/1,73 m² nem de iniciar insulinoterapia por redução renal nessa faixa.

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