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SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Questão 37 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Cirurgia Geral Cirurgia do Aparelho Digestivo Apendicite Aguda
Gestante de 24 anos, 22 semanas de gestação, procura o pronto-socorro com queixa de dor abdominal iniciada há 12 horas. Relata que a dor começou na região periumbilical e migrou para a fossa ilíaca direita nas últimas 4 horas, associada a náuseas e hiporexia. Nega sangramento vaginal ou perda de líquido. Ao exame: regular estado geral, febril (37,8°C), FC: 92 bpm, PA: 120/80 mmHg. Abdome com dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal evidente. Útero gravídico compatível com idade gestacional. Exames laboratoriais: leucócitos 13.000/mm³ com desvio à esquerda, PCR 25 mg/L. Ultrassonografia obstétrica sem alterações; ultrassonografia abdominal não visualiza o apêndice. Qual a melhor conduta diagnóstica neste momento?
A Tomografia computadorizada de abdome com contraste para confirmação diagnóstica.
B Ressonância magnética de abdome e pelve sem contraste.
C Conduta expectante com antibioticoterapia empírica e reavaliação em 24 horas.
D Laparoscopia diagnóstica imediata.
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Resposta Correta B
Comentário

Alternativa B. A gestante apresenta história clínica sugestiva de apendicite, mas a ultrassonografia não visualizou o apêndice. Na gravidez, quando o ultrassom é inconclusivo e a paciente está estável, a ressonância magnética de abdome e pelve sem contraste é o exame complementar preferido por combinar boa acurácia com ausência de radiação ionizante.

A tomografia pode ser utilizada se a RM não estiver disponível e o diagnóstico continuar necessário, mas não é a primeira escolha entre as opções apresentadas. Aguardar 24 horas com antibiótico empírico pode permitir progressão e perfuração; laparoscopia diagnóstica imediata é desnecessariamente invasiva antes da imagem complementar em paciente sem irritação peritoneal.

Análise das alternativas:

  • A: A tomografia envolve radiação ionizante e não é a segunda etapa preferencial quando a ultrassonografia é inconclusiva e a ressonância está disponível na gestante estável.
  • B: Na gestação com suspeita persistente de apendicite e ultrassonografia inconclusiva, a ressonância sem contraste oferece boa acurácia sem radiação ionizante.
  • C: Observação com antibiótico empírico por 24 horas pode atrasar diagnóstico e aumentar risco de perfuração em uma gestante com quadro clínico sugestivo.
  • D: Sem peritonite ou instabilidade e ainda sem confirmação diagnóstica, laparoscopia exploradora imediata é mais invasiva do que realizar imagem complementar adequada.

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