Questão 38 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar
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Alternativa A. Pela estratificação ASGE de 2019, esta paciente tem elementos de risco intermediário para coledocolitíase: colédoco dilatado e alterações bioquímicas, mas sem cálculo demonstrado no ducto, sem colangite e sem o conjunto necessário para alto risco direto.
Pacientes de risco intermediário devem realizar método confirmatório com alta acurácia e baixo risco, como colangiorressonância (MRCP) ou ecoendoscopia (EUS), antes de uma CPRE terapêutica. Isso reduz CPRE diagnóstica desnecessária e suas complicações. A colecistectomia continua indicada no contexto apropriado de doença vesicular, mas a possibilidade de cálculo ductal deve ser esclarecida antes ou durante a estratégia operatória.
Análise das alternativas:
- A: Colédoco dilatado e provas hepáticas alteradas, sem cálculo ductal visto nem colangite e com bilirrubina de 3 mg/dL, configuram risco intermediário e exigem confirmação não invasiva.
- B: Critérios de alto risco incluem cálculo no colédoco à imagem, colangite ou combinação específica de bilirrubina elevada com dilatação; os dados não preenchem claramente esse grupo.
- C: Fazer colecistectomia sem investigar o colédoco em paciente de risco intermediário pode deixar cálculo ductal não reconhecido e complicações subsequentes.
- D: Antibioticoterapia e mera repetição laboratorial não esclarecem a presença de cálculo no colédoco nem substituem MRCP ou ecoendoscopia na estratificação intermediária.
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