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SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Questão 38 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar

Cirurgia Geral Cirurgia do Aparelho Digestivo Vesícula e Vias Biliares
Paciente de 62 anos, sexo feminino, é admitida no pronto-socorro com dor em hipocôndrio direito há 24 horas, associada a náuseas. Ao exame físico, apresenta sinal de Murphy positivo, sem icterícia. Exames laboratoriais mostram: bilirrubina total = 3,0 mg/dL, fosfatase alcalina = 380 U/L, AST = 210 U/L, ALT = 245 U/L. Ultrassonografia abdominal mostra colecistolitíase, com vesícula biliar de paredes espessadas e colédoco medindo 8 mm, sem cálculos visíveis no ducto biliar comum. De acordo com os critérios da ASGE (2019) para estratificação de risco de coledocolitíase, qual a conduta mais adequada?
A Solicitar colangiorressonância ou ecoendoscopia antes de indicar CPRE, pois a paciente apresenta risco intermediário.
B Realizar CPRE imediatamente, pois a paciente preenche critérios de alto risco para coledocolitíase.
C Realizar colecistectomia videolaparoscópica sem propedêutica adicional, pois a paciente apresenta baixo risco para coledocolitíase.
D Iniciar antibioticoterapia e reavaliar exames laboratoriais em 48 horas antes de definir conduta adicional.
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Resposta Correta A
Comentário

Alternativa A. Pela estratificação ASGE de 2019, esta paciente tem elementos de risco intermediário para coledocolitíase: colédoco dilatado e alterações bioquímicas, mas sem cálculo demonstrado no ducto, sem colangite e sem o conjunto necessário para alto risco direto.

Pacientes de risco intermediário devem realizar método confirmatório com alta acurácia e baixo risco, como colangiorressonância (MRCP) ou ecoendoscopia (EUS), antes de uma CPRE terapêutica. Isso reduz CPRE diagnóstica desnecessária e suas complicações. A colecistectomia continua indicada no contexto apropriado de doença vesicular, mas a possibilidade de cálculo ductal deve ser esclarecida antes ou durante a estratégia operatória.

Análise das alternativas:

  • A: Colédoco dilatado e provas hepáticas alteradas, sem cálculo ductal visto nem colangite e com bilirrubina de 3 mg/dL, configuram risco intermediário e exigem confirmação não invasiva.
  • B: Critérios de alto risco incluem cálculo no colédoco à imagem, colangite ou combinação específica de bilirrubina elevada com dilatação; os dados não preenchem claramente esse grupo.
  • C: Fazer colecistectomia sem investigar o colédoco em paciente de risco intermediário pode deixar cálculo ductal não reconhecido e complicações subsequentes.
  • D: Antibioticoterapia e mera repetição laboratorial não esclarecem a presença de cálculo no colédoco nem substituem MRCP ou ecoendoscopia na estratificação intermediária.

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