Questão 46 — SMS-Curitiba 2027 (FEAS) — gabarito preliminar
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A criança apresenta vários elementos compatíveis com apendicite, mas não há peritonite evidente e a ultrassonografia foi inconclusiva por não visualizar o apêndice. Em cenário intermediário, a conduta pode incluir internação, exame físico seriado e reavaliação em 6–12 horas.
Se os sintomas persistirem ou houver piora, deve-se repetir a investigação por imagem, preferindo ressonância quando disponível ou tomografia conforme o contexto. Um apêndice não visualizado ao ultrassom não equivale a exame negativo.
Análise das alternativas:
- A: Líquido livre discreto e leucocitose não confirmam apendicite complicada nem tornam obrigatória a laparoscopia imediata em uma criança estável e sem peritonite clara.
- B: Correta. O quadro é sugestivo, porém ainda não definitivo; observação hospitalar com reavaliação seriada e imagem de segunda linha se persistirem sintomas é uma estratégia segura.
- C: Tomografia tem boa acurácia, mas não precisa ser o primeiro passo imediato em toda criança estável após ultrassonografia inconclusiva; observação e, conforme disponibilidade, ressonância podem evitar radiação desnecessária.
- D: A ultrassonografia que não visualiza o apêndice não exclui apendicite; com dor migratória, leucocitose, PCR elevada e sinal do psoas positivo, alta sem observação adequada seria insegura.
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