Questão 96 — SUS SP 2024
Maria, de 78 anos de idade, é tabagista e tem carga tabágica de oitenta anos-maço. Ela foi à UBS para reavaliar uma tosse que não passa há mais de dois meses e recentemente piorou. Diversos exames foram feitos para investigar a tosse de Maria, mas todos tiveram resultados incipientes. No relato do prontuário, foram observados BK no escarro negativo, RX de tórax com leve aumento dos espaços intercostais e exames laboratoriais sem alteração. Ela contou que, nos últimos quatro dias, após ter tomado friagem, teve uma piora importante da tosse, com saída de secreção amarelada, e teve um piora da dificuldade respiratória ao caminhar.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável no caso de Maria.
Ver Resposta e Comentário
A paciente, uma idosa portadora de extensíssima carga tabágica ambiental (oitenta anos-maço), tem perfil respiratório basal cronicamente acometido com sinais de hiperinsuflação e tosse (DPOC). Nos últimos quatro dias, ela preencheu integralmente os critérios clínicos cardeais de Anthonisen para diagnóstico de uma Exacerbação Aguda de DPOC (origem infecciosa purulenta): aumento insidioso do volume da expectoração, aumento da purulência celular do escarro (secreção espessa e amarelada) acompanhado de agravamento do quadro funcional dispneico limitante basal.
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