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TPI Afya 2024.1

Questão 50 — TPI Afya 2024.1

Ginecologia e Obstetrícia Medicina Fetal e Complicações da Gestação Infecções na Gestação
Mulher, 28 anos, em consulta de rotina no pré-natal, grávida com 37 semanas de gestação, traz resultado de exame de cultura vaginal e anorretal para rastreamento de estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae), coletado entre a 35ª e 37ª semana conforme recomendação dos protocolos obstétricos. O resultado do exame confirmou cultura positiva para GBS. A paciente é assintomática, não tem histórico de alergia medicamentosa a betalactâmicos e sua gestação tem transcorrido sem intercorrências até o momento. Não há registro de sepse neonatal ou infecções invasivas em gestações anteriores. Considerando as diretrizes atuais do Ministério da Saúde e da FEBRASGO, o médico deve:
A Desconsiderar o tratamento com antibióticos por se tratar de paciente assintomática.
B Iniciar tratamento imediato com antibióticos orais no ambulatório pré-natal.
C Aguardar e repetir a cultura de GBS na 39ª semana de gestação.
D Administrar antibióticos intravenosos durante o trabalho de parto.
E Realizar cesariana eletiva após a 38ª semana de gestação para prevenir a infecção.
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Resposta Correta D
Comentário

O Streptococcus agalactiae (Streptococcus do Grupo B - GBS) é uma bactéria gram-positiva que coloniza assintomaticamente o trato gastrointestinal e urogenital de 15% a 30% das gestantes. Essa colonização é a causa líder de infecção bacteriana precoce no neonato (sepse neonatal precoce, pneumonia e meningite) por transmissão vertical durante o trabalho de parto ou rotura de membranas.

As diretrizes do Ministério da Saúde, FEBRASGO e CDC recomendam o rastreamento universal com swab vaginal e anorretal entre 35 e 37 semanas de idade gestacional. Uma vez identificada a cultura positiva para GBS, a conduta correta consiste na quimioprofilaxia antibiótica intraparto intravenosa, iniciada imediatamente com a deflagração do trabalho de parto ou da rotura de membranas ovulares.

O regime padrão de escolha é a Penicilina G cristalina intravenosa (5 milhões de UI na dose de ataque, seguidos de 2,5 a 3,0 milhões de UI a cada 4 horas até o clampeamento do cordão) ou Ampicilina IV (2 g de ataque e 1 g a cada 4 horas). Antibióticos orais antes do parto são ineficazes por não impedirem a recolonização nem protegerem o feto.

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