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UNESP 2020

Questão 95 — UNESP 2020

Medicina Preventiva Medicina Legal Declaração de Óbito
Homem de 66 anos estava consertando o telhado de sua própria residência quando veio a cair de uma altura de oito metros. Atendido pelo SAMU, foi levado ao hospital, sendo constatado traumatismo cranioencefálico, falecendo minutos após. A família informou que o paciente era portador de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Com base nessas informações, é correto o seguinte preenchimento da Declaração de Óbito:
A PARTE I; a) Traumatismo cranioencefálico; b) Queda de telhado; c) _______________; d) _______________; PARTE II; Hipertensão arterial; Diabetes mellitus
B PARTE I; a) Traumatismo cranioencefálico; b) _______________; c) _______________; d) _______________; PARTE II; Queda de telhado
C PARTE I; a) Queda de telhado; b) Traumatismo cranioencefálico; c) _______________; d) _______________; PARTE II _______________
D Por se tratar de morte por causa não natural, não deverá ser emitido Atestado de Óbito, cabendo, ao Instituto Médico Legal, a emissão de laudo competente para esses casos.
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Resposta Correta A
Comentário

Alternativa correta: A. Na cadeia causal, traumatismo cranioencefálico é a causa imediata e queda do telhado a causa externa básica; hipertensão e diabetes podem constar na Parte II como condições contribuintes, se pertinentes.

Na Parte I da Declaração de Óbito, registra-se a sequência causal da morte, da causa imediata na linha “a” até a causa básica na última linha utilizada. Em morte por causa externa, a circunstância do acidente deve compor a cadeia causal e o caso é de competência médico-legal. Doenças crônicas que não participam diretamente da sequência podem ir na Parte II. A emissão do documento continua existindo; o IML é responsável pela DO em mortes violentas.

Análise das alternativas:

  • A: Organiza TCE como causa imediata e queda como causa externa antecedente, deixando comorbidades na Parte II.
  • B: Colocar a queda apenas na Parte II retira a causa externa da cadeia causal principal.
  • C: A sequência está invertida: queda é causa básica e TCE é consequência imediata.
  • D: Mortes externas exigem DO emitida pelo serviço médico-legal; não se substitui por simples “laudo” sem declaração.

Ponto-chave: a questão deve ser resolvida priorizando o dado clínico ou fisiopatológico que diferencia a alternativa correta dos distratores, sem extrapolar informações não fornecidas no enunciado.

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