Questão 18 — UNESP 2021

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Alternativa B correta. O audiograma mostra elevação importante dos limiares de forma bilateral, sem um gap aéreo-ósseo típico de perda condutiva, favorecendo perda auditiva neurossensorial bilateral. Em criança com atraso de linguagem, isso exige investigação etiológica e intervenção precoce.
Na perda neurossensorial pediátrica, a investigação pode incluir história neonatal, avaliação genética, pesquisa de infecções congênitas quando pertinente e métodos de imagem conforme o padrão clínico. Otite média serosa e hipertrofia adenoideana produzem perda condutiva, habitualmente com alterações otoscópicas e diferença entre condução aérea e óssea. O diagnóstico precoce é crucial para linguagem e desenvolvimento neuropsicomotor.
Ponto de prova: Este item está inserido em Otorrinolaringologia Pediátrica › Perda Auditiva. A banca exige reconhecer o elemento que diferencia a resposta correta das alternativas apenas parcialmente plausíveis. A formulação oficial escolhida é “surdez neurossensorial bilateral, e a investigação diagnóstica deve incluir avaliação genética, exames sorológicos e de imagem.”. Na resolução, vale priorizar os dados objetivos do enunciado, a fisiopatologia ou regra normativa diretamente aplicável e, por fim, verificar se a conduta proposta é proporcional ao cenário clínico.
- A: Incorreta. Otite média serosa causa perda condutiva e costuma alterar a otoscopia/timpanometria.
- B: Correta. O padrão é neurossensorial bilateral e justifica investigação genética, infecciosa e anatômica.
- C: Incorreta. Obstrução tubária por adenoide causa perda condutiva, não neurossensorial.
- D: Incorreta. O audiograma não mostra padrão puramente condutivo e reversível por desobstrução tubária.
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